Ocupação Criança

Para quem acredita no potencial infantil

By: Avisa Lá | December 18, 2018

 

Nome da Instituição: Cei Jd. Julieta
Responsável:  Silvana Ribeiro Godoi
Função ou cargo que ocupa: professora
Equipe participante: Profa. Marcia Mazza
Município e Estado:  São Paulo/SP
Faixa etária atendida: 0 a 3 anos
Categoria - Professor 1: Passei a ouvir, observar e conhecer mais as crianças

 
O que levou a realização da prática? (diagnóstico) 


Pensando em garantir os direitos de aprendizagem na Educação Infantil e observando as rotinas diárias, as professoras perceberam que os bebês são grandes investigadores, estão sempre curiosos para explorarem as coisas que estão ao seu redor, articulando movimentos e sentidos em suas ações. Repensar o planejamento e rever a prática foi fundamental para a organização dos espaços, escolha dos materiais para possibilitar de novas vivências e experimentações para as crianças. 

Descrição das intervenções que foram realizadas


Para bebês e crianças bem pequenas as atividades de explorações sensoriais são elementos de grande investigação. Nesse sentido, o manuseio de objetos, com texturas diversas, envolvendo sons, cheiros e movimentos, com interação e descobertas respeitou o tempo de cada criança e potencializou sua curiosidade. Utilizaram móbiles de tecido, materiais de diversas texturas, como bobes de cabelo, colheres, bacias, pratos, peneira, funil e forminhas; caixa de sensações (quente/frio, macio/áspero, duro/mole) manuseio de melecas, pinturas com tintas naturais, entre outras. As professoras desenvolveram uma escuta atenta e a percepção das necessidades de experiências sensíveis com os bebês.

Descrição dos saberes e fazeres infantis que emergiram no trabalho desenvolvido.


A prática possibilitou inúmeras explorações por parte das crianças bem pequenas, possibilitando diversas criações. Era visível a concentração e a investigação na manipulação dos objetos, das tintas, etc.
Durante a exploração da massinha de modelar, Ana Beatriz (2 anos) disse: “Fiz uma tartaruga” e Kyara (2 anos) disse: “Quer bolinho de chuva?”


José Arthur com a amiga Gabriela (1 ano e 8 meses) brincaram juntos com as forminhas de alumínio, em seguida Gabriela sai da brincadeira e José Arthur continua, pega duas forminhas de alumínio e despeja a areia, depois utiliza uma colher para colocar a areia no funil e retorna novamente para os objetos (colher e forminha de alumínio), preenchendo a forminha. Movimentos que iniciou do princípio ao fim da experiência, com a bacia cheia de areia entre as pernas. 


Descrição dos resultados das ações

As crianças que sentiam alguma resistência em manusear algumas texturas, hoje já as exploram com familiaridade.
Há uma grande percepção da autoria dos bebês, pois ao disponibilizarem suas produções, como pinturas, rabiscos e traços, por exemplo, ocorre sempre a apreciação por eles e pelas famílias nos espaços da escola. Os pais têm dado devolutivas, sobre a percepção da importância de os bebês brincarem com materiais diversificados. Hoje as famílias reciclam materiais e os disponibilizam para as brincadeiras dos filhos.


A socialização da prática nas reuniões do Projeto Especial de Ação (PEA) tem acontecido a troca de experiências e registros da prática entre os professores e a gestão da escola tem um olhar mais reflexivo sobre as práticas, percebendo a importância da aquisição de materiais para garantir a qualidade das intervenções dos professores.

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Category: Professor 1 

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